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Coisas escritas no caderno - 7 -

 Lá fora, sopra o vento fresco de um dia ainda breve de Dezembro. O mercado de natal mantém-se de portas abertas e a pista de ski que farão as delícias dos miúdos e graúdos ultima os pormenores. Há bola na tv, casa cheia, uma meia de leite quente, à minha frente um casal discute as opções do treinador em Moreira de Cónegos. Um sorriso sereno recebe e regista o meu pedido entre cervejas e uma torrada. Preparam-se as listas de compras para o natal. De quem será a vez de ir buscar a avó à aldeia. O ano passado como foi... Ainda te recordas? Fomos a vinte e quatro aos meus pais, ou foi a vinte e cinco? Os anúncios às prendas para os mais novos, os descontos marados e o "pague quando puder" a partir de janeiro. Este natal acho que vou correr tudo a fotografia de autor. Uma rua de Berlim, um retrato no jardim de Paris, uma imagem com memória. Três minutos de desconto e outros tantos para o barulho dar lugar à conversa sobre o livro para a prima solteira ou o adereço para a nova coz...

Coisas escritas no caderno - 6 -

 Não parecia ser verdade. Havia-a idealizado para as páginas de um romance. O café estava barulhento, menos mesas no interior para receber mais uma noite de música. O computador ligou em poucos segundos, do arranque à aplicação de origem literária. Para me obrigar a escrever, para me incentivar a criar. Peço um café que me chega quente, bem servido pela jovem moça que me sorri sempre. Quando falámos - sempre por mensagem - imaginei como seria o seu tom de voz, a sua estrutura física e o que trazia vestido. Chega-se ao pé da cadeira, sorri e pergunta se se pode sentar. Usava um perfume com aroma a maresia. Estacionou do outro lado da rua, a poucos passos do edifício do tribunal a receber tratamento de "beleza". A sua estátua imponente não carece de arranjo. Mantém o ar altivo, distante, impenetrável. Pergunto o que quer tomar, ficaria também por um café e uma conversa. Descrevê-la numa página em branco e depois ouvir a sua voz faz de mim um ser com sorte. Há dias em que a lite...

Coisas escritas no caderno - 5 -

 Em caso de encontrar  Perdido,  Contactar o autor  (Até há pouco)  Desconhecido P.S. Na primeira página do caderno preto, um de muitos! 

Coisas escritas no caderno - 4 -

 Vai,  Agora que já  Não te sou importante  Fica,  Ainda que te sinta distante Mente,  Com a tua própria vontade  Magoado, inocente,  Cantar-te-ei,  De verdade  O café,  Já não fumega  Na "nossa" mesa Ver-te mexer os doces lábios  Refletem no espelho  (À noite)  A minha certeza  A lua (bem) que  Me disse um dia  Ela é (tudo) em ti  Mas não será de alegria  Fica.  Já que ficou escrito,  Parte,  Em tudo terás mexido  Pediria em dobro  As metades das noites  Passadas contigo na areia  A nossa fotografia magoa E de que maneira  O carteiro já cá passou  E perguntou por ti  Disse-lhe, sobre uma taça de sopa quente  Não sei,  Já me esqueci  O piano, encostado à parede  Ficou mudo,  É que até ele percebeu,  Seres a fonte da inspiração  Eras só tu (e me bastavas)  Para passar o inverno  A primavera,...

Coisas escritas no caderno - 3 -

Mesa,  Mais silenciosa Ainda assim, uma consoada Amistosa 

Coisas escritas no caderno - 2 -

Escrever,  Noites a fio  Não me parece mal  Só estranho olhar o calendário  E ver que estou a dez noites do Natal 

Coisas escritas no caderno - 1 -

Não sou o que quero,  Mas sei que no princípio (básico)  Nunca me perco