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Showing posts from January, 2025

Quando nos conhecemos...

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Prometeste que caminharíamos lado a lado. Acho que esta imagem reflete o que nos aconteceu... Andámos desfasados, apesar de ter na música um ponto de partida idêntico: o tempo certo... 

O que vir - por acaso

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Se olhares o teu reflexo não sei o que vês, se vires o meu as respostas aos porquês. Se me invades sem pedir tão cedo não te deixo sair    

O que vir - por acaso

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Uma janela para uma sessão de equilibrismo.

O que vir - por acaso

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O pôr-do-sol dura tão pouco como um abraço à pressa com a desculpa: está a chegar a carreira...    

O que vir - por acaso

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As manhãs têm destas formas de nos dizer bom dia.  Não sei quanto pagam as aranhas de imi 

A ti, Rosa - recados do dia

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Rosa, Gostava que conseguisses ver o conjunto que esta senhora trazia vestido para a missa das onze. O casaco conjugava de feição com o guarda-chuva comprado à pressa na baixa numa loja dos chineses a caminho de uma consulta no Hospital de Santo António. Subiu a rua dos Clérigos, deixou um euro na caixa que acende uma vela ao calhas no altar, rezou durante uns bons dois minutos. Para pedir a Deus que a ajudasse a ultrapassar os problemas que o novo ano lhe trouxera de 2024. O marido deixara-a na estação da CP, naquela zona onde não é permitido parar mais do que dez minutos. Dera-lhe um beijo apressado nos lábios ainda gretados pela manhã fria de Janeiro. Não havia aviso de greve, passou o andante na máquina amarela e desceu as escadas. Entrou na invicta, e emocionou-se a ver o rio e o casario. Rosa, tomara que pudesses ouvir o que ela ia a ouvir no telemóvel: as canções da Lena D'água. Subiu a rua na direção da igreja. Rosa, será que vai demorar muito até fazeres o mesmo caminho qu...

O que vir - por acaso

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Rua de Santa Catarina,  Uma loja com um título bastante nacional "Bem português", na montra uma mota americana e canecas "Thrill´s of Freedom". Afinal, em que ficamos?  Hoje está um dia típico do Porto. Cinzento, mas há turistas a calcorrear a calçada bem portuguesa. É perigosa! Escorregadia! Caminha-se devagar, um passo de cada vez, com o dedo pronto a disparar no telefone americano e de tempos a tempos contam-se os passos dados desde o início da jornada: o descer para o pequeno-almoço, as viagens ao buffet, o primeiro café ao balcão.  Um polícia guarda a Ouriversaria Marcolino Ribeiro, e de esguelha vê quem entra ou sai do Majestic. Continuo a caminhada e os passos levam-me, de novo ao mercado do Bolhão, nunca cá tinha entrado desde 1982, e em pouco tempo guardo memórias e cliques, ah! E frases que partilho por aqui. O Porto está repleto de estrangeiros, entretanto estremeço ao passar na esquina com a rua da Alegria. No primeiro piso ficava o consultório do Acácio...

O que vir - por acaso

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Também os pombos aguardam a vez para voltar a voar. 

O que vir - por acaso

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Numa rua escura da Baixa,  Uma mulher encosta com força o cigarro entre os dedos, dá uma passa. Respira fundo. Pede aos deuses que não conhece e não acredita, para que hoje os dois euros se transformem num prémio digno. Deixa no ar uma nuvem branca. O maço, comprado à pressa no café ainda vazio. Pede um copo de água, é-lhe dado. Do cano.  Raspa mais uma linha com a moeda pequena que traz no bolso. Ainda não é desta. Suspira pelo anel de noivado que empenhou na loja mais ao fundo. O potativo noivo deu à sola. Cansou-se de a ouvir desprezar o sol, uma amálgama de sopa quente ao domingo. É terça-feira. Faz frio. 

O meu presente de aniversário pela distância ao teu porto de abrigo

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Começo a escrever horas antes de publicar um texto sobre alguém que tive a sorte de conhecer, de conviver, e de com ela me perder entre Porto, Espinho, Setúbal, Lisboa, Alentejo e Algarve. Há pessoas que estão destinadas a surgir na nossa existência, a serenidade e boa "vibe" sobrepõem-se às pedras no caminho, aos sonhos adiados, aos planos metodicamente delineados.  Hoje, nunca fez tanto sentido mudar o título da canção que escrevemos, e que te mostrei ao piano nesta mesma sala, onde hoje estou sentado a escrever. É um tema que um dia vou querer tocar e cantar para aquelas que foram / são e serão, o teu projecto de vida. Lembro-me bem do dia e do lugar que te enviei por mensagem privada um pôr-do-sol e a câmara com a qual comecei a construir um dos meus projectos.  Como acontece em tantas e tantas vezes deste-me a força para continuar. Tu, sabendo do quão bonito temos escrito desde 2008 partilhaste o que foi segredo ainda durante largos meses: uma ecografia e dois embriões. ...

O que vir - por acaso

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Nalgum lugar (e pode muito bem ser aqui perto) as folhas darão lugar a um manto de neve

O que vou lendo - entre dedos de conversa e escrita

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E assim, de repente, o cinzento dos dias é invadido pelo humor de Lobo Antunes.

O que vir - por acaso

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O barco também não está livre de fazer uma última viagem

O que vir - por acaso

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Também as folhas dançam, Ao sabor do tempo frio de Janeiro

O que vir - por acaso

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A arte de estragar não me entra nem de muito depois matutar