Poema vindo de uma montanha
Do mundo frenético
Prefiro não ter notícias
Deixo-me ficar parado
Para recuperar as energias
O som que da montanha vem
Invade-me os sentidos
São sons de pássaros
Que se encontraram perdidos
A escarpa que se estende
Para lá do horizonte
Mostra-me um céu azul
Vindo não sei de onde
Um ou outro som
De carro a passar
Não me afectam os sentidos
Nem a vontade de estar
Parado
E ouvir...
Tudo aquilo que a Natureza
Me quis fazer sentir
Para lá dos montes
Haverá uma parte
Em mim, deste pequeno
Horizonte
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