Decidi tornar a ancorar no cais das palavras. Eventualmente com vontade de percorrer o dicionário das expressões idiomáticas ao latim mais reconhecido nos bancos do parlamento, prometi a mim mesmo duas coisas até ao final do verão: conhecer novas pessoas, voltar a pegar na viola e gravar o álbum que começou em 2008. No outro dia, encontrei por acaso o DVD. Deixei a empregada sair e coloquei na televisão grande da sala da casa dos meus pais. Sistema 5.1, colunas distribuídas, e memórias que nunca mais acabavam. Fazia sol, no vídeo dos ensaios o violão que me foi entregue no meu décimo oitavo aniversário pelo meu avô na cama doze do serviço de pneumologia do Hospital de Vila Nova de Gaia / Espinho, onde, de resto, está igual ao que era. Um pólo cor de laranja de um torneio de golfe que ainda me assenta na perfeição, calças de ganga que ainda estão no meu armário, apenas os óculos e a lombar fazem parte do passado. A voz doce da Tânia, a jovialidade do David, as canções feitas...
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