Calhou de passar, hoje, já com a companhia da lua naquele que eu chamo, o lugar do eterno descanso, aqui, tão perto de casa. A imagem não é de agora, nem sequer do lugar que agora vos descrevo, mas tive pena de não ter o telefone comigo. As velas dão-lhe um valor poético, fotograficamente interessante, mas nos outros trezentos e sessenta e três e dias ficam entregues às suas sombras, das campas, das cruzes, dos copos com cera já derretidos. O dia um de Novembro pouco me diz. É muito raro deixar flores (ou uma simples rosa) no jazigo. Tento ir sempre longe destas datas. Entro de olhos postos nas pedras - também elas irregulares como da rua - conto os passos que faltam até à cruz Central, onde a 23 de Maio - a freguesia, em comemoração de um aniversário de independência - deposita uma linda mas discreta coroa para homenagear os autarcas já noutra dimensão. Esta semana fui aos dois cemitérios de São João da Madeira, onde estão os meus avós - separados por ruas, jardins, prédios, a linha...
Comments
Post a Comment