Sinais do mar

 


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1 de Março 


O mar devolve tudo o que não lhe pertence. Vim dar um passeio com o meu cão. Há restos de paus, penas de gaivotas que voam agora noutras paragens, e a pulseira preta que atirámos a meias ao Atlântico no final do verão. Calhou, de a ver num montinho de areia, meia enterrada, meia à vista. 


Lembro-me de com a palma da minha mão encontrar os teus finos dedos - ainda que representassem para mim - a segurança há muito desejada. Estranho. Nem te vi passar de auscultadores nos ouvidos, calças justas e olhos azuis - embora tristes - com a nortada e o fim do livro.  


Está frio. O cão vai fitando o cansaço com a longa cauda a abanar ao vento. Olhámos, por largos minutos a nossa cidade a dar os bons dias. 

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