À sessão das dez

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Hoje - segunda - sem ideias de um serão diferente do comum: passeio com o patudo, um livro no cantinho das leituras, decidi ir à sessão das dez. Não o fiz de forma física a um centro comercial nas redondezas, antes, na aplicação da Netflix. Já me tinha surgido numa sugestão para mim - na minha "conta" - este título que agora vos falo. 


Beren Saat, para mim não me dizia nada, nunca a vira mais bonita . Kivanç Tatltug descobre-se num papel de músico que se viu obrigado - por amor - a escolher uma carreira que justificasse Beren, no papel de Serin, abedicasse de uma proposta de emprego em Nova Iorque. 


"Last Call for Istanbul" começa com Serin a trocar olhares no Aeroporto JFK com Mehmet, de guitarra ao ombro e um saco a relembrar outros tempos da América, e uma das frases que ficam "Sabia que era com ele que iria ficar...". Alguém por engano pegou numa mala igual à de Serin, Mehmet disse que ajudava a desfazer o equívoco. Deram por si em Chinatown numa típica loja confusa de chineses para recuperar os pertences. O senhor só regressaria ao hotel no dia seguinte. Um hotel que mais parecia um museu da música e da arte em geral, com figuras como John Lennon ou Marilyn Monroe a dar nome aos quartos. A ela calhou o quarto de Marilyn, a ele, o de John em andares separados. 


Ambos tinham aliança. Combinaram encontrar-se no rooftop do hotel para beber um copo e se conhecerem melhor. Falam sobre o casamento, sobre sonhos, sobre... traição. Ele, afirmava-se um bom marido, que jamais trairía a mulher, ela, queria viver uma aventura com uma condição: no dia seguinte cada um seguiria o seu caminho. 


Não foi só um copo, foram vários. Seguiram-se cenas de encontros imediatos em zonas pouco recomendadas da cidade que nunca dorme, a partilha de um charro junto ao rio Hudson com vista para a cidade iluminada. Daí em diante, foram um do outro. No dia seguinte, já com a mala em seu poder, dá-se o MOMENTO do filme: em que ambos aparecem a receber uma chamada para o divórcio. 


Sim! Serin e Mehmet são marido e mulher. Ele, um músico de segunda linha em bares pequenos, ela, uma designer de moda que acaba despedida e sem os seus modelos de chapéus e acessórios. Tenta a sua sorte para uma empresa em Nova Iorque, é convidada a atravessar o Atlântico e nada diz a Mehmet. O casamento mergulha numa crise, e partem para terapia de casal. A psicóloga deixa-lhes um desafio na última consulta antes do divórcio: voltariam a apaixonar-se caso se encontrassem nas mesmas circunstâncias? 


Há então um regresso ao ponto de partida - o aeroporto - e o dia em que se encontraram em terras do Uncle Sam. Serin muda-se do "Marshall City Hotel" para um outro alojamento, mas antes, a dona deixa-lhe uma carta de Mehmet, pedindo desculpa por não ser bom em palavras cara-a-cara. Serin ainda aceita fazer uma sessão fotográfica, mas o seu instinto leva--a de regresso a Istambul e aos braços de Mehmet. 


 

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