Nunca cheguei a saber o seu nome. Tinha acabado de chegar ao lugar mais icónico da região centro do país, para acompanhar na medida do possível um grupo de peregrinos da minha Paróquia. São peregrinos, mas muitos são amigos, outros passaram a ser, e na hora da chegada, os abraços são autênticos. Mas o meu olhar e lente fixaram-se nela. Tinha um ar terno, a mochila, de tons escuros pousada ao lado, sapatilhas gastas pelo percurso, um terço em tom de pedra natural, daquelas que encontramos na praia da nossa cidade. Fiz um retrato, deixei que os nossos mundos se cruzassem ainda que por breves momentos. Baixou o queixo geometricamente perfeito, de phones nos ouvidos desabou num pranto. Não tinha ninguém por perto. Por ela passaram grupos grandes, peregrinos de joelhos até à Capelinha das Aparições. Um grupo de Cabeceiras de Basto sorri-me, encontrara-os em Cernache, próximo de Coimbra. A noite chegou sem pressa. Ainda tentei no meio do mar de gente vislumbrá-la, quiç...