Os aproveitadores de paixões alheias
O município de Espinho lançou um desafio giro à comunidade em parceria com a Lipor, que caso não saibam, é uma entidade que trata por tu o lixo que nós fazemos em casa e deixamos na rua. Tem um armazém perto do aeroporto Francisco Sá Carneiro e uma vez por mês os interessados podem levar objectos e artigos que já não usem mas que servem perfeitamente para outras pessoas que não podem comprar novos. E a muito bom preço. A ideia é fazer do átrio junto às escadas do mercado e a segurança social uma biblioteca itinerante. As pessoas são convidadas a levar um livro ou dois e depois devolver.
Em Roma, cidade linda que tive o privilégio de visitar no verão passado, as livrarias e lojas de antiguidades têm os livros cá fora. Nos passeios, às vezes autênticas obras de arte. As pessoas param, folheiam, e compram. Hoje fui ao mercado, uma semana - talvez dez dias - depois de ter deixado um conjunto significativo de livros em muito bom estado da minha modesta biblioteca pessoal. Estava vazia. Minto, tinha um saco da Lion of Porsche e Cinco livros de canalha. A ideia é fazer circular a cultura. Hoje, deparei-me com este cenário.
Além de terem levado em banda, disseram-me que a pessoa não tinha intenção de devolver, antes, vender em feiras e na net. Foi avisado e não gostou. Eu também não gosto que façam de mim e das pessoas apaixonadas dos livros por parvos. Há pessoas que só estão felizes a transgredir e a estragar.
A ideia é tão interessante. Trouxe um livro, da autora que lançou "Amore y Gelato" passado em Itália. Quando terminar, vou fazer o que pediam na publicidade: devolver como o encontrei.
Não deixem morrer esta iniciativa!! E não deixem que aconteça o mesmo com os que ainda restam.
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