As devotas
Numa igreja pequenina, talvez com um pé direito inferior à da casa onde vivo, um banco com flores e nomes de santos era partilhado por duas mulheres, uma aparentava jovialidade de outrora e outra com marcas vincadas de um passado ligado ao trabalho árduo da terra. Dotado da minha objectiva discreta aproximei-me e ouvi-las rezar o terço foi das coisas mais deliciosas, uma delas, a que aparentava ser de mais fé quase que gritava ao ouvido da estátua de um homem crucificado à sua frente. A outra, quase que falava em surdina para aquele que diz ser "a ligação de mim à minha cara-metade". Perguntei se vinham à cidade todos os anos por esta altura, responderam-me as duas que eram de lá mas que raramente iam àquela igreja.
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