Crónica de um diário qualquer II

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Na rua paralela à da casa dos meus pais, havia um mercado. Hoje, a janela partida não deixa ver mais do que resquícios de um tempo em que havia espaço a uma gaiola, um papagaio que saudava os clientes mais conhecidos pelo nome, e por vezes, imitava sons de chávenas de café a partir. Hoje, também se partem corações de almas com saudade. Olho o cimo da rua, passos lentos em ritmo de memória já catalogada com lágrimas na noite anterior. Passa um funeral rumo ao cemitério nas traseiras da igreja. Quantas vezes não terá por aqui passado a fazer um pedido, deixado uma gratificação na época festiva... 

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