O erro remendado ao fim do sol

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Foi estranho... no mínimo, estranho vê-la ali sozinha. Prometeu que voltaria àquele lugar para me pedir desculpa mas o rosto dela pedia silêncio e espaço. Prometi a mim mesmo não voltar a fazer uma asneira... a verdade é que fiz, a verdade é que escrevi o que não devia. Disse que não voltava a pensar errado, disse que não voltava a prometer o que não podia. A verdade é que fiz... Fiz asneira.

Foi estranho voltar àquele lugar e encontrá-la sozinha, com ela apenas uma lágrima escorria pelo rosto. Desci devagar, desliguei a máquina, coloquei a minha mão no seu ombro.

- Desculpa ter-te feito esperar.
- Só sabes dizer isso? Desculpa?
- Olá. Como estás?
- Bem... Melhor, desde que aqui chegaste.
- Ficas para o fim de sol?
- E tu... ficas até quando?
- Até quando quiseres.
- Vamos fazer um brinde?
- Beber... a esta hora?
- Pode-se brindar com café ou chá. Aproveitemos o bar com a vista.
- Pagas tu?
- Com todo o gosto.
- Com uma condição.
- Diz.
- Não voltes a escrever no mural.
- O quê? Que tenho saudades ou que te amo?
- Os dois.

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