Final de tarde junto ao mar

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Hoje,


Talvez o tempo me leve um pouco atrás


E me ajude a resolver questões


Que então aí não fui capaz


O tempo foi um aliado


Hoje é apenas mais um


Neste poema


Que agora escrevo, inacabado


Marco os meus pés


Na areia inexplorada


Não troco este som


Por tudo ou quase nada


O sol vai-se escondendo


Por trás da linha


De um horizonte


Que sempre se vai mantendo


Hoje,


Talvez o tempo passe devagar


Quem sabe ele queira


Que eu fique a pensar


Que mantenha os pés desenhados


Na areia inexplorada


Que sinta o acordar da noite


Depois de um dia de sorte disfarçada


Deixo-me ficar


Sento-me e respiro


O ar de mar


Com que me identifico


Nela, escrevo o teu nome


Em ti revejo-me


Em toda a parte


E mais não sei onde


O sol vai fugindo


O meu eu esquece


O passado e vive


Desafogado


No calmo de um final de tarde


Típico de um qualquer verão


Deixo-me ficar a ouvir no mar


Reflexos do meu coração


Ele nunca esconde


Nem sequer mente


Talvez seja ela que eu encontre


No meio desta gente


Deixo-me ficar


A ouvir


Vou sentir


E guardar


Para mim


O que ele me traz


Talvez seja a hora


De não voltar a olhar para trás


Seguir o horizonte


Talvez ele me traga


Vestígios de alguém


Que se esconde,


Não sei onde!

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