O meu presente de aniversário pela distância ao teu porto de abrigo
Começo a escrever horas antes de publicar um texto sobre alguém que tive a sorte de conhecer, de conviver, e de com ela me perder entre Porto, Espinho, Setúbal, Lisboa, Alentejo e Algarve. Há pessoas que estão destinadas a surgir na nossa existência, a serenidade e boa "vibe" sobrepõem-se às pedras no caminho, aos sonhos adiados, aos planos metodicamente delineados.
Hoje, nunca fez tanto sentido mudar o título da canção que escrevemos, e que te mostrei ao piano nesta mesma sala, onde hoje estou sentado a escrever. É um tema que um dia vou querer tocar e cantar para aquelas que foram / são e serão, o teu projecto de vida. Lembro-me bem do dia e do lugar que te enviei por mensagem privada um pôr-do-sol e a câmara com a qual comecei a construir um dos meus projectos.
Como acontece em tantas e tantas vezes deste-me a força para continuar. Tu, sabendo do quão bonito temos escrito desde 2008 partilhaste o que foi segredo ainda durante largos meses: uma ecografia e dois embriões. A memória leva-me - sem dificuldade e com uma lágrima no rosto - à madrugada de treze de maio (2024) no Santuário de Fátima, no lugar da Iria: uma vela especial e um pedido a um ser que nos transcende (e por sorte, no qual acreditamos) para que vos guiasse e protegesse.
Quinze dias depois, chegaram, perfeitinhas, a Alice e a Margarida. Fiquei imensamente feliz. E hoje, estou ainda mais, por saber que estão cada vez mais bonitas e ligadas a ti, um ser de luz que merece todos os sorrisos e sonhos. Na canção "Menina, mulher" digo a certa altura:
"... Já quando for velhinho / mesmo antes de partir / vou olhar o teu retrato / e nele, eu vejo-te a sorrir..."
Hoje sei que sorris! E sei que encontras no teu núcleo e na fé a força para continuar a escrever uma história bonita. Parabéns Joana / JoTa - menina, mulher, acima de tudo, mãe!
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